As flores são oferecidas desde a antiguidade; elas são usadas para expressar todos os sentimentos (amor, tristeza, esperança, etc).
A violeta era a flor preferida dos gregos. Os romanos eram apaixonados pelas rosas. Com o tempo, as flores tomaram-se símbolos por meio dos quais os homens exprimem seus sentimentos. Cada uma tem seu próprio significado.
Na idade média, para os cidadãos comuns, as rosas serviam para demonstrar todo tipo de sentimento: sofrimento, discrição e paixão. E sortilégios não faltavam. Quem quisesse, por exemplo, ter a fidelidade da pessoa amada pela vida inteira deveria pendurar um ramo de rosas ao lado de uma garrafa de vinho por três dias, três noites e três horas. Depois desse tempo, um copo da bebida era oferecido ao amado ou amada sem que eles desconfiassem.
Era comum na Grécia antiga colocar coroa de flores na porta da casa dos apaixonados e naquela onde nascia uma criança. Também enfeitavam com ramos as mesas de banquetes e as ofereciam a visitantes ilustres.
Na primavera, as crianças que conseguiam superar o terceiro ano de idade eram presenteadas com coroas de violetas. Isso porque na Grécia antiga a taxa de mortalidade infantil era alta e dar flores às crianças era símbolo de gratidão à vida.
Os namorados se presenteavam com violetas, que eram também usadas para cobrir a cama das noivas, símbolo de virgindade.
Na Idade Média, ofertar um ramalhete de violetas a alguém era símbolo de um amor secreto que não podia ser revelado. Já os lírios eram, por excelência, as flores que simbolizavam sorte no amor. Por isso, as jovens costumavam colocar alguns deles nos chapéus dos rapazes. Em alguns países da Europa eram as flores do primeiro amor. Oferecer lírios a alguém significava também estar apaixonado mas sem coragem de se declarar. por medo de ser rejeitado. Assim, os mais tímidos, temerosos de levar um fora, valiam-se dos lírios para exprimir sua paixão. Já os cavaleiros, que andavam pelo mundo desfazendo malfeitos e defendendo a justiça, usavam rosas em seus barretes de veludo sempre que estivessem suspirando pelos favores de uma donzela indiferente ao seu amor.
Na era vitoriana, a linguagem tornou-se mais complexa. As flores não só significavam diferentes sentimentos, mas a maneira como eram oferecidas e aceitas podia significar alguma coisa. Uma simples rosa vermelha aberta era sinal de admiração pela beleza feminina. Contudo, oferecer um botão com espinhos e folhas queria dizer: “Temo, porém com esperança”. Se a destinatária respondesse recatadamente com o botão virado para baixo, o gesto queria dizer: “Não deves temer, nem ter esperança “. Se a jovem pusesse a flor recebida nos cabelos, o gesto significava cautela, mas se a colocasse sobre o coração, significava que o amor era correspondido.
Existe uma linguagem associada às flores para cada ocasião. Por exemplo, a rosa vermelha é sinónimo de amor, a amarela de amizade, a branca de medo, etc. Outros exemplos: a margarida branca simboliza inocência e pureza, porque está relacionada com a infância; a gardénia significa alegria, a flor de azahar, castidade, a tulipa, amor desesperado se é amarela, e uma sutil declaração de amor se vermelha; o cravo significa distinção e nobreza, e o lírio inocência, pureza e alegria. Mas não devemos apenas ter em conta a flor em si mesmo. Também é importante a forma como oferecemos um ramo de flores.
Através das flores também podemos denunciar características de personalidade. Mas, isso é assunto para outra postagem.
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